quarta-feira, 31 de março de 2010

Um sucesso de governo

José Serra deixa hoje o governo de São Paulo. Foram apenas 39 meses de gestão, mas suficientes para imprimir uma marca indelével na história do estado e firmar parâmetro do que deve ser uma administração competente e compromissada com o interesse público – assim como foi nos sete anos em que Aécio Neves, também de saída hoje, comandou Minas Gerais. Por meio destas experiências, estão expostas, sem subterfúgios, as credenciais que o PSDB oferece aos brasileiros. É com elas que pretende voltar a governar o país.

Numa época em que o governo federal vale-se de todo tipo de truques e maquiagens para ludibriar a população, a gestão Serra em São Paulo entregou a quem vive no estado realizações em estado puro. Em quatro anos, são R$ 64 bilhões investidos, o triplo do quadriênio anterior. Em tempo de PAC 1, PAC 2, PAC 3 (porque do nada pode-se tirar quantos filhotes se queira), vale comparar: o governo do PT conseguiu investir até agora apenas R$ 35,2 bilhões do Orçamento Geral da União no mesmíssimo período, mesmo estando no poder desde 2003.

Mas o que mais interessa na gestão Serra não são os números frios e, sim, o efeito que tiveram e que terão – porque o horizonte com que se age em São Paulo, assim como em Minas, é longo – por décadas na vida da população. Sem ser enfadonho, vale citar alguns desses feitos, começando pelo que mais pessoas contempla: a inédita expansão do transporte público na Grande São Paulo, onde vive cerca de metade dos 40 milhões de habitantes do estado.

Em quatro anos terão sido construídos 18 km de trilhos. Embora isso represente o triplo do ritmo das quatro décadas anteriores, o mais significativo é que a gestão Serra decidiu dar à extensa malha de trens urbanos já existente um padrão de qualidade idêntico ao do metrô. Como resultado, a região metropolitana passa a ter, até o fim deste ano, 240 km de linhas com serviço de transportes de alta qualidade. É quatro vezes mais do que existia quatro anos atrás. O resultado disso é mais conforto para os usuários, mais tempo livre para estudar, estar com a família, divertir-se, trabalhar. O que interessa são as pessoas.

Este foi um compromisso de campanha, que poderia parecer difícil de cumprir, não fosse Serra o governante a honrá-lo. Cumprir compromissos, aliás, é uma das marcas da gestão tucana, tanto em São Paulo, quanto em Minas, como nos demais estados e municípios. Outro deles era instalar em todo o estado uma rede de ambulatórios médicos, os AME. Nestes locais, o paciente realiza consultas em diversas especialidades e, ato contínuo, faz os exames necessários – tudo com hora marcada, no mesmo lugar, na mesma hora. Pois bem, em três anos e três meses, 25 AME foram instalados; mais 15 o serão até dezembro, cumprindo rigorosamente a meta firmada em 2007.

No centro das atenções da gestão tucana também está a oferta de educação de qualidade, tanto o ensino formal quanto o técnico e o profissionalizante. Existem hoje funcionando em São Paulo o dobro de faculdades de tecnologia do que havia até 2006; o número de vagas ofertadas pelas escolas técnicas também mais que dobrou nestes três anos. São como “fábricas de emprego”. Os alunos que ali se formam saem diretamente para uma vaga no mercado de trabalho; com nove em cada dez acontece isso, o que torna os cursos oferecidos, gratuitamente, pela rede técnica paulista quase tão concorridos quanto os das universidades mais conceituadas.

Em Minas não tem sido diferente. Orientados por um rigoroso sistema de metas de gestão, os resultados apareceram aos montes. Por exemplo: quando o governador Aécio Neves tomou posse em 2003, o estado tinha 225 municípios que eram acessíveis apenas por meio de estradas de terra. Hoje apenas seis mantêm-se nesta condição – justamente as seis cidades cujas ligações viárias são de responsabilidade do governo federal, que não fez a sua parte.

O respeito aos recursos públicos – dinheiro pago pelos contribuintes – está presente nas medidas saneadoras conduzidas diretamente pelo vice-governador Antônio Anastasia. Como efeito, a diminuição do número de cargos comissionados em 20%, a extinção de secretarias e a valorização dos funcionários públicos por meio de critérios de qualidade e produtividade. Tudo voltado à melhoria da vida das pessoas.

José Serra e Aécio Neves deixam hoje os cargos para os quais foram eleitos com a franca sensação de dever cumprido. Suas gestões prosseguem sob comando de seus vices, igualmente eleitos. Nada para. Está tudo preparado para que tantas e tão positivas ações e outras mais comecem a se espalhar por todo o Brasil. É só o eleitor escolher, em outubro, trilhar este caminho.